quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dietas, exercícios físicos ou remédios?


Dietas, exercícios físicos ou remédios? Qual é a melhor maneira de emagrecer sem perder a saúde e a qualidade de vida? Quem está acima do peso muitas vezes recorre desesperadamente às Dietas que prometem resultado rápido ou às pílulas ditas “milagrosas”, que acabam causando mais prejuízos do que benefícios para a saúde.
De acordo com o presidente da Federação Latino-Americana para o Estudo da Obesidade e professor associado da Puc-RJ, Dr. Walmir Coutinho, a melhor maneira de perder peso é associar o tratamento a uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos. Segundo o especialista, os remédios para emagrecer podem ser utilizados em alguns casos, mas sempre com indicação de um profissional. Só o médico é apto a constatar se o paciente deve ou não recorrer ao uso de medicamentos. Mesmo com o uso de medicamentos, a meta principal do tratamento deve ser a mudança dos hábitos que fizeram o paciente ganhar peso, evitando-se o efeito sanfona.
Hoje tem se no mercado medicamentos com diferentes mecanismos de ação. De uma forma geral, existem medicamentos de ação central que agem inibindo o apetite ou aumentando a saciedade. Existem também os medicamentos de ação local no intestino, os inibidores de absorção de gorduras, que impedem a absorção de 30% da gordura ingerida.
Alguns inibidores do apetite, como o femproporex, dietilpropiona e mazindol podem causar dependência. Desde que utilizados com acompanhamento médico, recomenda-se sua utilização pelo tempo que se fizer necessário.
Só é possível avaliar adequadamente a segurança e a eficácia de um medicamento através de pesquisas clínicas controladas com placebo (pacientes submetidos apenas à dieta). Estas pesquisas permitem avaliar se o medicamento é mais eficaz que o placebo na perda de peso e na melhora dos fatores de risco associados à obesidade, como alterações de colesterol, diabetes e pressão alta.
Os efeitos colaterais variam conforme o grupo de medicamentos. Entre os inibidores do apetite predominam os decorrentes do estímulo do cérebro, como nervosismo e insônia. Entre os estimulantes da saciedade são mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal e a insônia. Já os inibidores de absorção das gorduras, quando não associados a um plano alimentar equilibrado, podem causar diarréia.

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